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Deputada pede “pelo amor de Deus” pela volta do Exército a áreas de conflito
  Mara Caseiro quer volta do Exército às áreas de conflito (FOTO: PATRÍCIA MENDES)

A deputada estadual Mara Caseiro (PMB) apelou mais uma vez para que o governo Federal reenvie a Força Nacional para as áreas de conflito entre indígenas e produtores rurais na região do Conesul e fronteira com o Paraguai.

O último conflito de grandes proporções na região teve início esta semana na fazenda Madama, em Coronel Sapucaia, envolvendo 30 famílias da etnia Guarany-kaiowá que viviam no acampamento Kurussu Ambá. A mesma propriedade já havia sido invadida pelo grupo em junho de 2015.

O Exército deixou a área de conflito em novembro de 2015, dois meses após iniciarem os trabalhos. A tensão teve início no fim de agosto, na região de Antônio João, quando cerca de 80 indígenas ocuparam cinco fazendas vizinhas à Aldeia Campestre, às margens da MS-384. Um índio foi morto no conflito. Mesmo com grande tensão na linha de fronteira com o Paraguai, o Exército foi retirado do local.

“Fizemos todas as gestões possíveis em Brasília, imploramos para que o Exército não fosse retirado, mas nada adiantou. O governo federal atua dessa forma: primeiro deixa as coisas acontecerem, pessoas serem mortas, para depois começar a atuar. É muito descompromisso, muita negligência. O que transparece é que eles não se importam com a perda de vidas de índios e não índios aqui em Mato Grosso do Sul”, disparou a parlamentar.

CPI DO CIMI

Mara Caseiro aproveitou para protestar contra a decisão do juiz da 4ª Vara da Justiça Federal de Campo Grande, Pedro Pereira dos Santos, que determinou a suspensão dos trabalhos da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) que investiga se o Cimi (Conselho Indigenista Missionário) incita e financia invasões de propriedades particulares no Estado.

“Estou indignada, foi um equívoco, porque não estávamos legislando sobre causa indígena, e sim averiguando as denúncias que nos chegaram, com muito comprometimento e responsabilidade. Estávamos tentando mostrar às comunidades indígenas que uma organização como essa não pode pregar o ódio em nosso Estado, tirando a paz e causando uma insegurança jurídica como essa”, comentou.

Ela reafirmou que a assessoria jurídica da Assembleia Legislativa e da CPI já está tomando todas as providências para recorrer em todas as instâncias possíveis e reverter a situação.

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